Últimas
do escândalo Parmalat
Agência
Estado
27 de janeiro de 2004
14h33
Parmalat:
transportadora de leite do RS acusa falta de pagamento
Porto
Alegre, 27 - Pelo menos uma das principais transportadoras
da Parmalat no Rio Grande do Sul não recebeu
da empresa o pagamento da parcela que venceu ontem.
"A Parmalat prometeu apresentar uma solução
para o problema amanhã", diz Walmor Scapini,
sócio-diretor da Scapini, que transporta metade
da produção de leite UHT da fábrica
da empresa em Carazinho (RS). Segundo ele, não
ficou claro se a "solução"
é a quitação das dívidas
vencidas ou alguma proposta de renegociação
dos débitos. "Não havendo pagamento
não teremos como manter as entregas",
afirma. Scapini diz que o serviço vem sendo
prestado normalmente e pode ser redirecionado a qualquer
momento, escapando de futuros prejuízos. "Operamos
em vários setores, como o fumageiro, petroquímico
e de higiene e limpeza. É só mudar a
rota dos caminhões e seguir trabalhando",
disse. Scapini Transportes e Giovanella são
responsáveis por 80% do transporte de leite
da unidade da Parmalat em Carazinho. Mas na Giovanella
a situação é bem melhor, segundo
seu diretor, Archides Giovanella. "Nossos recebíveis
estão normais", limita-se a dizer. Na
semana passada, ele informou que o pagamento do dia
10 de janeiro tinha sido parcial. Ele também
não quis dizer se houve depósito ontem.
"Não podemos falar em pagamento, que só
interessa à nossa empresa", disse.
Maria Alice Rosa
27 de janeiro de 2004
14h58
Parmalat:
Orlândia suspende entrega de gordura hidrogenada
São
Paulo, 27 - A Orlândia, fabricante de gordura
hidrogenada com sede na cidade homônima do interior
paulista, era um dos fornecedores da Parmalat. A dívida
herdada de dois meses de fornecimento, totalizando
200 toneladas, soma R$ 900 mil e será provisionada
(registrada como despesa) no balanço de 2004
da sociedade anônima de capital fechado. O fornecimento
da gordura
hidrogenada à fábrica de biscoitos da
Parmalat em Jundiaí (SP) ocorreu desde o mês
de outubro até o dia 12 de dezembro, quando
parou por falta de pagamento. O responsável
pelo departamento de crédito da Orlândia,
João Leite, disse que as outras fornecedoras
locais de gordura hidrogenada são as multinacionais
Bunge e Cargill. Consultada sobre a manutenção
do fornecimento, a Bunge informou que não comenta
assuntos comerciais relativos a seus clientes, conforme
estabelece o código de ética da companhia.
A Cargill, também consultada, não disponibilizou
fonte para falar sobre o assunto. "Todos os fornecedores
da Parmalat estão cessando as entregas, o que
indica que a empresa pode parar até o final
de fevereiro", sublinhou Leite. Segundo ele,
a Parmalat não negociou pagamento da dívida
com a Orlândia.
Viviane Mottin
27 de janeiro de 2004
17h09
Parmalat:
empresa no Brasil obtém duas vitórias
na justiça
São
Paulo, 27 - A Parmalat do Brasil teve hoje duas vitórias
na Justiça: o desbloqueio parcial de sua conta
corrente no Banco do Brasil e o indeferimento de mais
um pedido de arresto de bens. O desbloqueio parcial
da conta bancária foi determinado pelo juiz
Vasconcelos Boselli, do 1º Tribunal
de Alçada Civil (TAC). A Parmalat tinha, em
depósito no Banco do Brasil, cerca de R$ 12
milhões, e pediu a liberação
do dinheiro para pagar produtores de leite. O banco
se recusou, alegando que havia descontado da conta
bancária cerca de R$ 6 milhões, por
conta de uma operação de empréstimo.
Agora, Vasconcelos mandou o banco liberar o saldo,
e o proibiu de fazer futuros descontos relacionados
ao empréstimo. Na 6ª Vara Cível,
o juiz Cláudio Teixeira Villar extinguiu, sem
julgamento de mérito, ação cautelar
de arresto proposta contra a Parmalat pela Rana Transportes
Rodoviários Ltda. A Rana queria o bloqueio
de R$ 825 mil na conta bancária da Parmalat,
na Nossa-Caixa/Nosso Banco ou junto ao Programa Viva
Leite, da Secretaria da Agricultura. A dívida
é objeto de uma ação de execução
por título judicial proposta há vários
anos pela Rana, desde o tempo em que o Grupo Parmalat
era representado no Brasil pela Yolat Indústria
e Comércio de Laticínios. A Parmalat
vai recorrer ao 1º Tribunal de Alçada
Civil (TAC) contra decisão do juiz da 9ª
Vara Cível, Mauro Conti Machado que, na segunda-feira,
mandou bloquear as mercadorias acabadas e estocadas
na unidade da Parmalat de Jundiaí, no valor
de R$ 10.416 milhões, bem como R$ 13.234 milhões
na conta da Parmalat, na agência Ibirapuera
do Banco do
Brasil. O bloqueio visa garantir o pagamento de financiamento
concedido pelo banco à empresa, em 20 de fevereiro
de 2003, para viabilizar sua linha de comercialização,
beneficiamento e industrialização de
produtos. Carta precatória foi expedida hoje
ao Fórum de Jundiaí, para cumprimento
do mandado de arresto.
Thelio Magalhães
http://www.reuters.com.br
Agência Reuters
Parmalat vai recorrer de arresto de ativos no interior
de SP
27 Jan 2004 17:51
Por Carlos A. DeJuana
SÃO PAULO, 27 de janeiro (Reuters) - Os advogados
da Parmalat no Brasil vão
recorrer da decisão da Justiça de arrestar
ativos em uma unidade no interior
de São Paulo como garantia de dívida
de 23,7 milhões de reais com o Banco do
Brasil .
Na segunda-feira, o juiz Mauro Conti Machado, da 9a
Vara Cível de São Paulo,
deu liminar autorizando a venda de todos os bens da
fábrica da companhia em
Jundiaí. Isso porque a Parmalat Brasil S.A
Indústria de Alimentos não
manteve em estoque valor equivalente a 143 por cento
do montante da dívida
com o Banco do Brasil.
Em sua ação, o banco anexou uma vistoria
realizada na fábrica --que produz
sucos, chás e biscoitos-- em 13 de janeiro.
Foi constatado estoque de 10,4
milhões de reais, menos de um terço
do estabelecido como garantia mínima ao
empréstimo do BB, cujo vencimento final é
no dia 13 do mês que vem.
"Como se vê, a diminuição
progressiva do estoque é notória, até
mesmo por
conta da noticiada paralisação das unidades
produtivas em docorrência da
falta de matéria-prima. Assim, em questão
de dias, tudo indica que o estoque
estará pulverizado e totalmente desguarnecida
a garantia do banco", segundo
processo do BB ao qual a Reuters teve acesso.
A instituição financeira --que mantém
retidos 13,2 milhões de reais da
Parmalat em uma conta corrente-- entrou com o pedido
de arresto dos bens da
empresa de alimentos em Jundiaí na última
sexta-feira.
A decisão vem em um momento no qual a subsidiária
brasileira da Parmalat
precisa de dinheiro rapidamente para manter suas oito
fábricas no país
funcionando e para pagar fornecedores. Alguns deles
não recebem pagamento da
empresa desde a revelação do buraco
multibilionário no balanço da matriz
italiana, em meados de dezembro.
O escândalo deflagrou uma intensa investigação
sobre fraude na Itália e
inquéritos policial e parlamentar no Brasil,
onde a empresa tem 6.000
empregados e que responde por um décimo da
receita global do grupo.
Desde o início da crise, a Parmalat Brasil
vem enfrentado processos
judiciais de seus fornecedores, incluindo uma série
de pedidos de falência.
Um comitê de bancos está negociando com
a Parmalat Brasil para ampliar o
crédito à companhia para garantir a
continuidade de suas operações. Um dos
advogados da empresa disse à Reuters na segunda-feira
que os bancos que
devem fazer novos empréstimos à companhia
são Citigroup , Bank of America e
Standard Chartered .
http://www.aeagro.com.br
Agência Estado
27 de janeiro de 2004
13h39
Leite:
OCB diz que safra acentua efeito da crise da Parmalat
Brasília,
27 - A crise da Parmalat representa uma preocupação
maior para o
setor de laticínios por causa do momento em
que eclodiu, durante a fase de
maior produção de leite, avaliou hoje
o presidente da Organização das
Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes
de Freitas. "Provavelmente se
tivéssemos este problema daqui a dois ou três
meses seria muito menos
visível", comentou. Freitas afirmou que
o setor torce pela recuperação da
Parmalat, mas lembrou que isso depende de desdobramentos
da crise no
exterior. O dirigente observou que as cooperativas
trabalham pela
reestruturação do setor desde 2002.
Há 353 cooperativas que atuam com leite
no Brasil e elas querem reconquistar a parcela de
mercado perdido para
outras empresas. As cooperativas já representaram
60% do mercado de lácteos
e atualmente respondem por cerca de 40%, comparou
Freitas. "O problema da
Parmalat aconteceu durante este processo que já
está sendo desenhado",
afirmou. As cooperativas de leite estão reunidas
hoje em Brasília, na sede
da OCB. Freitas fez a abertura do encontro, antes
de participar da audiência
com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Um dos pontos em discussão
é a definição de um indicador
setorial, que pesquisará o preço de
insumos,
do leite na fazenda, do produto cru e dos principais
derivados no varejo,
informou o vice-presidente da Itambé e coordenador
da Câmara de Leite da
OCB, Jacques Gontijo. As cooperativas discutiram esta
manhã a metodologia de
cálculo deste índice. Para elaborar
o cálculo, está sendo contratado o
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea), da Universidade de
São Paulo (USP). Gontijo previu que a coleta
de informações será feita em
fevereiro - em seis ou sete Estados, faltando definir
a presença de Santa
Catarina - e em março deve ocorrer a primeira
divulgação. Alguns itens que
mudam com freqüência poderão ter
pesquisas quinzenais, como o preço ao
produtor e o preço do leite spot, disse Gontijo.
O presidente da OCB avaliou
que o fato de contar com um indicador setorial representará
o primeiro passo
para a reestruturação. "A informação
é o insumo básico para a decisão
estratégica", disse Freitas. (segue)
Sandra Hahn
Leite: setor deve desenvolver mercado futuro, avalia
Itambé
Brasília,
27 - O fato de contar com um indicador setorial irá
credenciar o
setor produtivo de leite a desenvolver um mercado
futuro, avaliou hoje o
vice-presidente da Itambé e coordenador da
Câmara de Leite da Organização
das Cooperativas do Brasil, Jacques Gontijo. "O
setor gostaria que o leite e
alguns derivados tivessem mercado na BM&F e, para
isso, precisa contar com
um índice confiável", afirmou.
Os dados vão permitir às cooperativas
uma
integração horizontal para a comercialização
do produto, estimou Gontijo. As
cooperativas discutiram a metodologia de cálculo
do indicador durante
reunião esta manhã na sede da OCB, em
Brasília. O encontro prossegue à
tarde. (fim)
Sandra Hahn
O
Estado de São Paulo
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2004
Juiz pode decretar a falência da empresa no
Brasil esta semana
Magistrado
manda notificar a controladora do grupo no País,
que tem 48 horas
para defesa
PRISCILLA MURPHY e THÉLIO DE MAGALHÃES
O juiz da 4.ª Vara Cível da Capital pode
decretar a falência do Grupo
Parmalat no Brasil nos próximos dias. Ontem,
o juiz substituto Cláudio
Teixeira Vilar mandou notificar a Parmalat de um pedido
de falência,
apresentado pelo Banco Fibra na sexta-feira, contra
a holding que controla
as empresas do grupo no País, a Parmalat Participações
do Brasil Ltda. Ela
deve ao banco R$ 1 milhão, referente a um empréstimo
de capital de giro cujo
contrato está vencido desde 17 de dezembro.
A partir da notificação, a Parmalat
tem 48 horas para anexar documentos ao
processo, na tentativa de convencer o juiz a não
decretar a falência, ou
pagar a soma devida. Depois de 48 horas, o juiz decide
se decretará a
falência.
Embora o pedido de falência seja contra a holding
- e não a empresa
operacional, a Parmalat S.A. -, as operações
da companhia no Brasil
certamente seriam afetadas, diz um especialista. "A
holding não tem
dinheiro, e se o juiz decretar sua falência,
vai estendê-la a todo o grupo",
incluindo a Parmalat S.A., seu principal ativo no
Brasil, diz o
especialista, que acompanha de perto o caso da empresa.
Quando o Banco Fibra pediu a falência da holding,
a Parmalat S.A. já
enfrentava 4 pedidos de falência menores, cujo
maior valor cobrado estava em
cerca de R$ 100 mil. Mas o pedido feito na 4.ª
Vara Cível acabou tramitando
mais rapidamente que os outros, que estão na
29. ª Vara Cível e ainda não
chegaram à fase de intimação.
A direção da Parmalat S.A. vem se esforçando
para diferenciar a unidade
operacional da companhia de outros ativos do grupo
no Brasil, incluindo
empresas que aparentemente foram transferidas para
testas-de-ferro, como a
Carital do Brasil, que representou a Parmalat em negócios
relacionados ao
futebol e foi apontada por um contador, na Itália,
como um dos destinos do
dinheiro desviado pelos administradores italianos
do grupo.
Ontem, o diretor-executivo da Unidade de Negócios
de Leite da Parmalat no
Brasil, José Antônio do Prado Fay, explicou
essa diferenciação a o
presidente da Câmara dos Deputados, João
Paulo Cunha (PT-SP), onde os
parlamentares montaram uma comissão para analisar
o caso.
Entretanto, de nada adiantará a independência
da empresa operacional em
relação aos demais ativos do grupo no
Brasil se for decretada a falência da
holding. A falência, segundo especialistas,
se sobreporia à decisão do juiz
Carlos Henrique Abrão, que bloqueou os ativos
da Parmalat S.A. para evitar
que a empresa fosse dilapidada pelos controladores.
Quando a falência de um
grupo é decretada, todos os ativos são
lacrados e passam a fazer parte da
massa falida.
Apesar do suspense, a Parmalat S.A. teve ontem duas
vitórias na Justiça,
representadas pelo desbloqueio parcial de sua conta
corrente no Banco do
Brasil e pelo indeferimento de mais um pedido de arresto
de bens. O
desbloqueio parcial da conta bancária foi determinado
pelo juiz Vasconcelos
Boselli, do 1.º Tribunal de Alçada Civil.
A Parmalat tinha, em depósito no
BB, cerca de R$ 12 milhões, e pediu a liberação
do dinheiro para pagar
produtores de leite. O banco se recusou, alegando
que havia descontado da
conta bancária cerca de R$ 6 milhões,
por conta de uma operação de
empréstimo. Agora, Vasconcelos mandou o banco
liberar o saldo e o proibiu de
fazer futuros descontos relacionados ao empréstimo.
Na 6.ª Vara Cível, o juiz Cláudio
Teixeira Villar extinguiu, sem julgamento
de mérito, ação cautelar de arresto
proposta contra a Parmalat pela Rana
Transportes Rodoviários, que queria o bloqueio
de R$ 825 mil na conta
bancária da Parmalat na Nossa-Caixa/Nosso Banco
ou no Programa Viva Leite,
da Secretaria da Agricultura. A dívida é
objeto de ação de execução
proposta
há anos pela Rana, quando a Parmalat era representada
no País pela Yolat
Indústria e Comércio de Laticínios.
(Colaborou Denise Chrispim Marin)
Oficiais de Justiça ocupam Parmalat de Jundiaí
Peritos do Banco do Brasil foram fazer levantamento
dos produtos da empresa
IVAN MARCOS MACHADO
Especial para o Estado
JUNDIAÍ - Peritos do Banco do Brasil e oficiais
de Justiça da Capital, com o
apoio de três viaturas da Polícia Militar,
entraram na noite de ontem no
Centro de Distribuição da Parmalat,
localizado no Distrito Industrial de
Jundiaí. O CD atende todo o Estado de São
Paulo. A empresa deve ao banco R$
23 milhões.
Funcionários da fábrica da Parmalat
nesta cidade e a assessoria de imprensa
da multinacional não tinham informações
sobre o objetivo dos oficiais de
Justiça e dos peritos do banco. O vice-presidente
do Sindicato dos
Trabalhadores em Indústrias Alimentícias
de Jundiaí, Gerson Sartori, é
contrário à decisão do juiz Mauro
Conti Machado, da 9.ª Vara Cível do Fórum
João Mendes, na Capital, de conceder o arresto
dos bens da Parmalat, quando
a empresa retomou a sua produção para
poder saldar as suas dívidas.
Os oficiais de Justiça não quiseram
dar depoimentos. Eles mandaram consultar
o processo no cartório da 9ª. Vara, para
saber o que está ocorrendo. Gerson
Sartori disse que foi impedido de ingressar no Centro
de Distribuição, para
tomar ciência do que estava ocorrendo realmente.
"Eu soube que eles vieram aqui para fazer o levantamento
de todos os
produtos disponíveis na empresa", afirmou.
Sartori também criticou a ausência de
um representante da diretoria da
Parmalat na cidade, para pelo menos lutar pelo patrimônio
da empresa.
"Amanhã (hoje), nós, da diretoria
do sindicato, vamos até a matriz da
Parmalat buscar informações e vamos
pedir garantias aos trabalhadores".
Em vistoria realizada no início do ano, o Banco
do Brasil apurou que o
depósito da Parmalat dispunha de cerca de R$
10 milhões em produtos, e como
eles são perecíveis, não poderiam
ficar muito tempo sob a guarda da Justiça.
Alguns
funcionários da fábrica, mais exaltados,
ao verem a chegada da
polícia, com três viaturas e homens fortemente
armados, comentaram que
dariam a vida para impedir o fechamento da unidade.
Eles estavam revoltados e disseram que o ideal seria
a Justiça conceder o
direito de co-gestão aos trabalhadores, para
evitar o fim de uma "marca
boa". Gerson Sartori disse que a vigilância
do sindicato agora será maior na
empresa, para garantir o emprego dos funcionários
e a distribuição dos
produtos.
http://www.valoronline.com.br
Valor Econômico
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2004 - Ano 5 - Nº
937 - 1º Caderno
Pressão do BB ameaça plano de recuperação
da Parmalat
Raquel Balarin e Vanessa Adachi, De São Paulo
A
pressão que o Banco do Brasil tem exercido
contra a Parmalat Alimentos
para reaver créditos em atraso ameaça
os planos de recuperação da empresa.
Bancos credores dizem que não é viável
colocar novos recursos na operação
enquanto o BB mantiver a estratégia isolada
de mover ações na Justiça para
recuperar seus créditos.
"Ou o BB vem para o nosso lado ou a empresa vai
ter que pedir concordata,
porque a companhia só é viável
com novos aportes", diz o executivo de uma
instituição credora que acompanha as
negociações. Segundo ele, o problema
é
que os bancos não querem liberar novos recursos
à empresa sob risco desse
dinheiro ser bloqueado pelo BB. Procurado insistentemente
pelo Valor, o
banco estatal tem se negado a comentar o caso.
O comitê de credores, formado por Citibank,
Bank of America e Standard
Chartered, estuda liberar entre R$ 40 milhões
e R$ 50 milhões para a
Parmalat por meio de um novo Fundo de Investimento
em Direitos Creditórios
da Parmalat. Hoje o pedido de registro desse novo
fundo deve ser
apresentando à Comissão de Valores Mobiliários
(CVM). Os R$ 50 milhões
deverão ser liberados à empresa em duas
etapas. Da primeira, que resolverá
os problemas imediatos de caixa, participarão
os bancos que já integram o
comitê e mais o Itaú BBA. Para liberar
o dinheiro, porém, os bancos querem
que o BB mude de estratégia.
Ontem, até o início da noite, o oficial
de Justiça encarregado de cumprir a
ordem de arresto do estoque das fábricas da
Parmalat em Jundiaí (SP) não
conseguiu entrar na empresa. O BB obteve a ordem de
arresto na segunda-feira
para cobrir créditos vencidos de R$ 23,6 milhões.
O estoque era a garantia
do empréstimo. O advogado que defende a Parmalat,
Thomas Felsberg, disse que
vai recorrer da decisão de arresto. A Parmalat
já responde a cinco pedidos
de falência. O mais recente, da Tesla Tecnologia,
deu entrada ontem.
Banco do Brasil e Parmalat vêm brigando na Justiça
diariamente. A primeira
disputa teve início há cerca de duas
semanas, quando o Banco do Brasil
bloqueou dinheiro da conta corrente da empresa como
pagamento de uma dívida
vencida. A decisão mais recente da Justiça
nesse processo determina que o BB
fique com os R$ 6,7 milhões retidos inicialmente,
mas deixe de bloquear
novos recursos que ingressam na conta corrente.
Apesar de obter essa vitória parcial na Justiça,
a empresa diz que, na
prática, não consegue movimentar suas
contas no sistema eletrônico do Banco
do Brasil. Por esse sistema, a empresa movimenta R$
80 milhões mensais em
títulos de cobrança.
A dificuldade de movimentação no BB
motivou nova ação judicial da empresa
contra o banco, em que ela pede que o seu acesso às
contas seja liberado.
No processo, a Parmalat argumenta que Itaú,
Bradesco, Citibank e BankBoston,
outras instituições responsáveis
pela sua cobrança, têm sido compreensivas.
Por decisão judicial, o comitê de fiscalização
acompanhará o andamento dessa
ação.
Hoje, o diretor da Parmalat, José Antônio
do Prado Fay se reunirá com
representantes do Ministério da Agricultura
e do Banco do Brasil para
discutir a crise. Ontem ele se encontrou com o presidente
da Câmara dos
Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP).
A Polícia Federal abriu, ontem, o inquérito
sobre o caso, que será conduzido
pelo delegado José Nogueira Eupídio,
em São Paulo. Ele irá avaliar as
remessas realizadas pelo grupo Parmalat no Brasil
nos últimos anos, bem como
levantar contratos suspeitos para checar se houve
sonegação de impostos ou
evasão de divisas. As investigações
serão concentradas nas holdings Parmalat
Empreendimentos e Parmalat Participações.
As empresas deverão ser defendidas
pelo advogado criminalista Antônio Cláudio
Mariz de Oliveira, ex-secretário
de Segurança Pública de São Paulo.
Câmara intercede em favor de produtor
Henrique Gomes Batista, De Brasília
A comissão especial criada pela Câmara
dos Deputados para acompanhar a crise
da Parmalat deverá adotar medidas judiciais
para que todas as unidades da
empresa tenham interventores e para que os eventuais
valores bloqueados por
bancos credores sejam liberados para o pagamento dos
fornecedores,
principalmente para os produtores de leite. O único
banco que reteve
recursos, até agora, foi o Banco do Brasil.
"Temos que agir rapidamente, pois a situação
dos produtores de leite está
crítica em alguns Estados - onde a Parmalat
praticamente mantém o monopólio
na compra do produto", afirma o relator da comissão,
deputado Assis Miguel
do Couto (PT-PR). A comissão também
propôs a criação do comitê
gestor dos
credores do setor produtivo de leite da Parmalat,
para rivalizar com comitê
gestor de bancos credores da Parmalat, já existente.
A comissão terá três frentes:
solução imediata da situação
dos produtores,
apuração de desvios financeiros e rediscussão
do modelo do setor leiteiro no
Brasil.
"Não podemos permitir que isso se repita
no Brasil", afirmou o presidente da
comissão, Waldemir Moka (PMDB-MS). Serão
ouvidos quatro ministros - da
Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, do
Desenvolvimento Agrário e do Trabalho e Emprego
- e diversas autoridades
sobre o assunto. A comissão vai ainda chamar
representantes dos times de
futebol patrocinados pela empresa italiana. Haverá
audiências em oito
Estados brasileiros e estuda-se o envio de uma missão
à Itália.
http://www.aeagro.com.br
Agência Estado
27 de janeiro de 2004
20h00
Leite/Parmalat:
Justiça do Rio mantém bloqueio de recursos
Rio,
27 - No Rio, o desembargador Luiz Eduardo Rabello,
da 11ª Câmara Cível
do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou
hoje pedido de uma credora e
manteve o bloqueio dos recursos financeiros de todo
Grupo Parmalat,
integrado pelas empresas SPAM Representações,
Parmalat do Brasil Indústria
de Alimentos e a Carital do Brasil. O recurso foi
movido por causa da
suspensão judicial do pagamento de indenização
no valor de R$ 14,7 milhões.
No dia 23 de dezembro a Parmalat firmou acordo com
Eloar Costa, autora da
ação, para quitar a dívida em
quatro parcelas mensais, sendo paga na mesma
data a primeira, no valor de R$ 326.049,66. Porém,
no dia 15 de janeiro,
data de vencimento da segunda parcela, alegando dificuldades
financeiras, as
empresas entraram com pedido para suspender o acordo
por cinco dias, o que
foi deferido pela juíza Simone Gastesi Chevand.
As empresas do grupo
afirmaram que, após celebrar o acordo, a Parmalat
italiana pediu concordata,
teve a insolvência reconhecida e sofreu intervenção.
Alegaram também que a
crise é notória e que no Brasil a empresa
tem 6 mil funcionários e 12 mil
fornecedores de leite. Entre os credores também
estão 11 cooperativas no
Estado do Rio e 3 mil produtores a quem devem R$ 6,
5 milhões. "Com o
bloqueio dos recursos das empresas Parmalat parece-me,
sem dúvida,
garantidos os credores de molde a não haver
risco para os mesmos, mas o
levantamento das quantias bloqueadas não me
parece prudente no presente
momento", disse o desembargador Rabello. Ele
afirmou também que todas as
empresas são subordinadas à matriz da
Parmalat Italiana.
Mercado
Safra e Parmalat pressionam leite
Alda do Amaral Rocha, De São Paulo
O período de safra e a crise da Parmalat, que
vem atrasando o pagamento a
produtores nacionais, pressionam o mercado de leite
no país. Os produtores
brasileiros receberam, em média, R$ 0,4278
pelo litro de leite fornecido em
dezembro passado, 6,59% a menos que em novembro, de
acordo com levantamento
da Scot Consultoria. Uma prévia dos preços
do produto entregue em janeiro
indica nova queda, para R$ 0,4228 por litro.
Em Goiás, o produtor recebeu em média
R$ 0,4119 pelo litro de leite
fornecido em dezembro ante R$ 0,4466 em novembro.
A prévia de janeiro indica
que o produtor recebeu em média R$ 0,4069.
Em São Paulo, o recuo foi mais
brusco. O produtor recebeu R$ 0,4936 em novembro pelo
leite e R$ 0,4357 em
dezembro. Dados preliminares indicam R$ 0,4307 para
janeiro.
Para Maurício Nogueira, da Scot, a crise da
Parmalat gerou especulações e
"bagunçou" o mercado de leite. O
motivo é que o atraso de pagamento da
Parmalat levou produtores a deixarem de entregar para
a empresa. Outros
laticínios estão absorvendo essa produção,
mas oferecem preços mais baixos,
alegando que há grande oferta de leite no mercado,
observou Nogueira. Jorge
Rubez, presidente da Leite Brasil (reúne produtores),
acrescentou que o
consumo fraco nas férias também pressionou
as cotações.
Segundo Nogueira, a expectativa era de queda de 8%
nos preços de dezembro em
relação a agosto passado. Mas o recuo
chegou a quase 14%.
O mercado spot (negociações à
vista) de leite também foi bastante
pressionado. Em dezembro, o produtor paulista recebeu
R$ 0,36 pelo litro de
leite, R$ 0,21 a menos que em julho, pico de preços.
Para Nogueira, as cotações devem começar
a se recuperar em março, com o
aumento das vendas a partir de fevereiro. Rubez disse
que já há maior
procura por leite por parte de empresas que começam
a ocupar o lugar da
Parmalat em algumas regiões do país.
Dificuldades para a liberação de empréstimo
Vinicius Doria, De Brasília
Enquanto o governo afirma que não há
problema na liberação de EGF
(Empréstimo do Governo Federal) para financiar
o estoque de leite, as
cooperativas garantem que o Banco do Brasil está
impondo dificuldades
adicionais que dificultam o acesso ao crédito.
Representantes de mais de
vinte cooperativas estiveram reunidos ontem em Brasília
para avaliar o
problema e reclamar da burocracia e do excesso de
exigências do Banco do
Brasil para liberar os recursos. Segundo a Organização
das Cooperativas
Brasileiras (OCB), apenas uma cooperativa teve o crédito
aprovado até agora.
Pelas regras do EGF, o próprio produto estocado
pode ser apresentado como
garantia ao empréstimo. As cooperativas afirmam,
em carta aberta ao ministro
da Agricultura, Roberto Rodrigues, que o Banco do
Brasil está exigindo
garantias adicionais ao penhor do produto estocado
e "forçando" as
cooperativas a aceitar taxas de juros "superiores
às permitidas pelo crédito
rural". Até o fechamento desta edição,
o Banco do Brasil não havia
respondido as reclamações das cooperativas.
Ontem de manhã, em uma reunião com representantes
da OCB e da Câmara
Setorial do Leite, o ministro Roberto Rodrigues afirmou
que a liberação dos
recursos do EGF começa a ser normalizada até
a semana que vem. A informação
foi passada ao ministro pelo próprio presidente
do Banco do Brasil, Cássio
Casseb, com quem Rodrigues se encontrou na última
segunda-feira.
Segundo o presidente da Câmara Setorial do Leite,
Rodrigo Alvin, o ministro
disse que o BB está analisando pedidos de EGF
que somam R$ 153 milhões e que
a demanda por esta linha de crédito "está
muito forte". Alvin informou que,
segundo o ministro, a direção do banco
já estaria remetendo para as
superintendências estaduais os recursos necessários
para atender os pedidos.
Por causa da procura pelo financiamento, o governo
poderia, inclusive,
liberar mais do que os R$ 200 milhões inicialmente
aprovados para o setor
leiteiro.
http://www.aeagro.com.br
Agência Estado
27 de janeiro de 2004
20h02
Leite:
governo deve apoiar continuidade da produção
da Parmalat:
Brasília,
27 - O governo deverá apoiar a continuidade
da produção da
Parmalat no Brasil. A questão será discutida
amanhã por representantes da
empresa com o Ministério da Agricultura e o
Banco do Brasil, conforme
informou hoje o presidente da Câmara dos Deputados,
João Paulo Cunha
(PT-SP), pouco depois de ter recebido o diretor-executivo
da Unidade de
Leite da Parmalat, João Antônio do Prado
Fay. Também hoje, os integrantes da
comissão especial da Câmara para investigar
as causas dos problemas da
Parmalat no Brasil reuniram-se pela primeira vez para
definir os
procedimentos de investigação e definir
um cronograma de trabalho. "O
governo está se movimentando para auxiliar,
no sentido de que pessoas que
produzem em função da Parmalat continuem
trabalhando", afirmou o deputado.
Durante a audiência, de cerca de 20 minutos,
Cunha informou a Fay que
acompanhará "de perto" os trabalhos
da comissão especial. Mas ressaltou que
a maior preocupação do governo está
no prosseguimento das operações da
Parmalat no Brasil e na preservação
dos postos de trabalho da cadeia
produtiva. Conforme relatou, o executivo afirmou que
há mercado e condições
de venda, o que permite a continuidade da produção.
Em seguida, acrescentou
que a Parmalat também "precisa ter um
certo sossego". "Eu disse a ele que
vamos apurar tudo o que estiver ao nosso alcance -
as fraudes, os rombos.
Mas que, neste momento, o mais importante é
garantir a operação do grupo
porque isso significa garantir os empregos",
relatou Cunha. Ele ainda
lembrou que Fay havia sido "muito parcial"
quando questionado sobre a
situação financeira e contábil
da Parmalat do Brasil. O executivo justificou
que estava na direção da Unidade de
Leite há apenas um ano e meio e que,
nesse período, observara os prejuízos.
Entretanto, informou a Cunha que "não
tinha e não tem conhecimento do conjunto das
operações" feitas pela empresa
e que, portanto, nada sabia sobre as fraudes. Fay
deixou o gabinete do
presidente da Câmara visivelmente nervoso e
preocupado em não dar
declarações aos jornalistas. "Só
fiz um relato da situação da Parmalat",
limitou-se a afirmar.
Denise Chrispim Marin
http://www.uol.com.br
27/01/2004 - 19h55
Governo buscará solução para
crise da Parmalat, diz João Paulo
da Folha Online
O
governo federal deve buscar uma solução
para a crise financeira da
Parmalat, que também atinge a empresa no Brasil.
Depois de se reunir hoje em
Brasília (DF) com diretor-executivo da unidade
de negócios de leite da
Parmalat, José Antônio do Prado Fay,
o presidente da Câmara, João Paulo
Cunha (PT-SP), disse que o governo vai ajudar os produtores
que vendem para
a Parmalat, para permitir eles mantenham a produção
de leite.
Segundo
João Paulo, representantes do Ministério
da Agricultura e do Banco
do Brasil se reunirão com a diretoria da Parmalat
no país para discutir
soluções para a crise da empresa.
Por
conta da crise financeira, a unidade de Jundiaí
(60 km de SP) da
Parmalat chegou a interromper a produção
de chás e biscoitos.
Em
Itaperuna (noroeste do Estado do Rio), as cooperativas
ameaçam suspender
o fornecimento de leite para a Parmalat por conta
do atraso no pagamento.
Segundo
a Contac (Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria da
Alimentação e Assalariados Rurais),
ligada à CUT, vários fornecedores de
matéria-prima estão cortando as entregas
para a Parmalat, o que coloca em
risco cerca de 6.000 empregos.
Futuro
no Brasil
João
Cunha disse que a empresa pretende manter as operações
da Parmalat no
país.
"O
mais importante neste momento é garantir a
continuidade da operação do
grupo, mas a Câmara não pode deixar de
apurar possíveis irregularidades
envolvendo a empresa", disse João Paulo.
Segundo
ele, João Paulo, o diretor da Parmalat teria
dito que a empresa tem
condições de continuar produzindo no
Brasil.
Com
Agência Câmara
http://www.estado.com.br
O Estado de São Paulo
Governo cogita aumentar recursos para produtores
SANDRA HAHN e NICOLA PAMPLONA
BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Roberto
Rodrigues, informou ontem ao
presidente da Organização das Cooperativas
do Brasil, Márcio Lopes de
Freitas, que R$ 153 milhões já estão
disponíveis nas superintendências do
Banco do Brasil (BB) para contratação
de Empréstimos do Governo Federal para
estocagem de leite. Os recursos fazem parte do total
de R$ 200 milhões
reservado ao setor por este mecanismo. "Parece
que há sinalização do BB de
ampliar para R$ 300 milhões", disse Freitas.
A fabricante de gordura hidrogenada Orlândia,
no interior paulista, parou
ontem de fornecer à Parmalat. A dívida
de dois meses de fornecimento soma R$
900 mil. "Todos os fornecedores estão
cessando as entregas, o que indica que
a empresa pode parar até o fim de fevereiro",
disse o responsável pelo
Departamento de Crédito da Orlândia,
João Leite.
As cooperativas de leite do Estado do Rio decidem
hoje se vão à Justiça
cobrar a dívida da Parmalat, de R$ 1,8 milhão,
pelo fornecimento em
dezembro. A proposta, diz o presidente da Federação
Agropecuária do Estado,
Rodolfo Tavares, é que os produtores entrem
com ação para obter usufruto
judicial da fábrica de Itaperuna. Assim, as
cooperativas produziriam nas
instalações da própria Parmalat
e venderiam diretamente no varejo. Segundo
Tavares, só três cooperativas continuam
entregando leite à Parmalat.
(Colaborou Viviane Mottin)
http://www.uol.com.br
27/01/2004 - 16h46
CUT defende intervenção federal para
socorrer Parmalat
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
A
Contac (Confederação Nacional dos Trabalhadores
na Indústria da
Alimentação e Assalariados Rurais),
ligada à CUT, defende a intervenção
do
governo federal na Parmalat Brasil. Segundo o presidente
da entidade,
Siderlei Silva de Oliveira, esta seria uma solução
para evitar o risco de
desativação das fábricas da Parmalat
no país.
Na
semana passada, a planta de Jundiaí --responsável
pela fabricação de
sucos, chás e biscoitos-- chegou a ficar parada
por falta de matéria-prima.
A empresa nega que a interrupção da
produção tenha sido provocada por este
motivo. Mas admite a dificuldade para negociar os
débitos com os
fornecedores.
"Existes
vários credores entrando com pedido de falência
contra a Parmalat.
Outros estão deixando de fornecer matérias-primas.
Tudo isto coloca em risco
a operação do complexo industrial instalado
pela Parmalat no país", disse
Silva de Oliveira.
Para
o sindicalista, os pedidos de falência e o risco
de interrupção das
operações da empresa ameaçam
os empregos de 6.000 pessoas distribuídas nas
oito plantas industriais da Parmalat.
"A
indústria de embalagem já está
cortando o fornecimento para a Parmalat",
afirmou Silva de Oliveira.
Intervenção
A
Contac defende a nomeação de uma equipe
de trabalho --designada pelo
governo federal-- para assumir a direção
da Parmalat no Brasil.
Somente
sob estas condições, a Parmalat poderia
receber um socorro
financeiro do governo para se manter em operação.
"O dinheiro não poderia ir
parar nas mãos da mesma direção
que deixou a empresa chegar onde chegou",
disse ele referindo-se à crise financeira que
atinge o grupo em todo o
mundo.
Segundo
Silva de Oliveira, o dinheiro do governo seria usado
para a criação
de um fundo garantidor de débitos aos fornecedores
da Parmalat. "Os
fornecedores não querem mais entregar matéria-prima,
pois temem ficar sem
receber. Um fundo deste tipo serviria como garantia
de pagamento aos
fornecedores."
Para
tentar descobrir qual é a verdadeira situação
contábil da Parmalat no
país, a Contac se reúne amanhã
com dirigentes da empresa. "Queremos saber
quais são os planos do grupo para o Brasil
e para os trabalhadores
brasileiros", disse Silva de Oliveira.
http://www.reuters.com.br
Agência Reuters
Credores da Parmalat do Brasil são contra ação
isolada do BB
27 Jan 2004 22:07
Por Cesar Bianconi
SÃO PAULO, 27 de janeiro (Reuters) - A estratégia
isolada do Banco do Brasil
para garantir o recebimento de empréstimos
feitos à unidade brasileira da
Parmalat não está agradando aos demais
credores.
"Nos parece que, em princípio, uma atitude
isolada não beneficia ninguém.
Vai ficar mais difícil para a empresa tocar
seu dia a dia porque precisa de
caixa para pagar seus fornecedores", disse à
Reuters uma fonte próxima aos
credores nesta terça-feira. A Parmalat luta
para manter suas atividades em
meio ao escândalo na matriz italiana que teve
desdobramentos no Brasil.
O Banco do Brasil mantém retidos em uma conta
corrente da Parmalat Brasil
S.A Indústria de Alimentos , empresa operacional
do grupo no país, cerca de
13,2 milhões de reais, dinheiro que seria usado
para o pagamento de
fornecedores, entre os quais produtores de leite.
Na segunda-feira, o BB obteve uma liminar na Justiça
para arresto e venda de
todos os bens da fábrica da Parmalat em Jundiaí,
interior de São Paulo, onde
são produzidos sucos, chás e biscoitos.
A decisão --que será contestada
pelos advogados da empresa-- baseia-se no fato de
a companhia não ter
mantido as garantias necessárias para um empréstimo
de 23,7 milhões de reais
concedido pelo banco.
O Banco do Brasil informou, por meio da assessoria
de imprensa, que não se
pronuncia sobre o caso Parmalat.
A subsidiária brasileira da companhia está
em dificuldades financeiras desde
o anúncio, em dezembro, de um rombo de bilhões
de euros no balanço da
controladora na Itália, e está sob investigação
da Polícia Federal. A
unidade vem atrasando os pagamentos a fornecedores
e chegou a interromper
parcialmente sua produção no país.
Entre os credores da Parmalat no Brasil estão
Citigroup , Bank of America ,
Standard Chartered , Unibanco , ABN Amro Real e Sumitomo
Mitsui, além do
Banco do Brasil.
A fonte ouvida pela Reuters esclareceu que ainda não
há consenso entre os
credores sobre a união em um comitê,
já que alguns querem a separação
da
unidade operacional do grupo --que consideram viável
economicamente-- dos
demais negócios da empresa no país.
Na segunda-feira, um dos advogados da Parmalat no
Brasil disse que dentro de
10 dias alguns dos bancos do comitê --todos
estrangeiros-- irão liberar
novas linhas de crédito para capital de giro
da empresa.
Câmara ouvirá presidente da Parmalat
do Brasil em fevereiro
27 Jan 2004 20:32
BRASÍLIA, 27 de janeiro (Reuters) - O presidente
da Parmalat Brasil S.A
Indústria de Alimentos , Ricardo Gonçalves,
será chamado para falar em
fevereiro diante da Comissão criada pela Câmara
dos Deputados para
investigar a crise financeira na empresa.
Os deputados estão reunidos nesta terça-feira,
em Brasília, para a primeira
reunião da Comissão, onde definem uma
agenda de trabalho.
Na semana passada, o presidente da comissão,
o deputado Waldemir Moka
(PMDB-MS), havia dito à Reuters que o presidente
da Parmalat no Brasil seria
convocado. Além de executivos da companhia,
devem ser ouvidos representantes
da Polícia Federal, Receita Federal, do Ministério
da Fazenda, do Itamaraty
e o embaixador da Itália no Brasil, Vicenzo
Petrone.
Em reunião separada, o presidente da Câmara,
João Paulo Cunha (PT-SP), teve
encontro nesta terça-feira com o diretor executivo
da Parmalat Brasil, José
Antônio do Prado Fay, para falar sobre a situação
da empresa.
Segundo o presidente da Câmara, o executivo
da Parmalat disse a ele que há
condições de continuar a produção
porque existe mercado e condições de
vender. Porém, o representante da companhia
teria dito que é necessário "ter
um certo sossego", possivelmente referindo-se
às negociações com credores.
Em comunicado, a Parmalat informou que durante o encontro,
Prado Fay
esclareceu a diferença entre a Parmalat Brasil
S.A Indústria de Alimentos, o
braço operacional da companhia no país,
e as outras empresas do grupo, que
têm gestão independente e reportam-se
diretamente à Itália.
A subsidiária brasileira está no meio
de um escândalo multibilionário
revelado pela matriz italiana no mês passado.
http://www.camara.gov.br
Agência Câmara
Tempo Real - 27/1/2004 18h14
Parmalat quer continuar a operar no Brasil
A Parmalat pretende continuar operando no Brasil.
O anúncio foi feito hoje
pelo diretor-executivo da Unidade de Negócios
de Leite da empresa, José
Antônio do Prado Fay, ao presidente João
Paulo Cunha, em audiência realizada
agora à tarde.
João Paulo revelou que essa é a intenção
que lhe manifestou o diretor da
Parmalat. "O mais importante neste momento é
garantir a continuidade da
operação do Grupo Parmalat no País,
mas a Câmara não pode deixar de apurar
possíveis irregularidades envolvendo a empresa",
declarou João Paulo à
imprensa.
Segundo João Paulo, o diretor da Parmalat garantiu
que a empresa tem
condições de continuar produzindo no
Brasil. O Governo, segundo João Paulo,
está trabalhando para auxiliar os produtores
brasileiros que vendem para a
Parmalat, permitindo que eles possam continuem produzindo.
João Paulo informou ainda que representantes
do Ministério da Agricultura e
do Banco do Brasil realizarão em breve uma
reunião com diretores da Parmalat
para discutir soluções para a crise
da empresa.
Reportagem
- Poliani Castello Branco
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
(Reprodução
autorizada mediante citação da Agência)
Agência
Câmara
Tel. (61) 318.7423
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A Agência também utiliza material jornalístico
produzido pela Rádio, Jornal
e TV Câmara.
http://www.aeagro.com.br
Agência Estado
27 de janeiro de 2004
19h01
Leite/Parmalat:
Fetag decide amanhã estratégias p/enfrentar
crise
Porto
Alegre, 27 - A Federação dos Trabalhadores
na Agricultura do Rio
Grande do Sul (Fetag) se reúne amanhã,
às 9h30, com representantes de
cooperativas e indústrias para definir estratégias
diante da crise da
Parmalat. O objetivo é verificar a capacidade
dos compradores para absorver
a produção que hoje é destinada
à multinacional. "Queremos que eles comprem
a produção pelo preço atual.
Em troca, vamos nos empenhar para pressionar o
governo federal a conceder mais recursos para a estocagem,
se for
necessário", afirmou Ezídio Pinheiro,
presidente da Fetag.
Maria Alice Rosa
27
de janeiro de 2004
20h04
Leite:
cooperativas terão indicador setorial de preços
do Cepea
Brasília,
27 - As cooperativas de leite poderão contar,
a partir de abril,
com o primeiro indicador setorial de preços.
Elas definiram hoje a
contratação do Centro de Estudos Avançados
em Economia (Cepea) para calcular
o indicador, informou o vice-presidente da Itambé
e coordenador da Câmara de
Leite da Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB), Jacques Gontijo. O
Cepea pediu dois meses para montar o modelo de informações.
A coleta de
dados será feita em fevereiro e março.
As cooperativas de leite estiveram
reunidas hoje na OCB, em Brasília. Além
do indicador setorial, a liberação
de recursos para estocagem de leite também
foi abordada no encontro. Gontijo
disse que há algumas dificuldades para contratar
os recursos disponíveis em
Empréstimos do Governo Federal (EGFs). Um dos
entraves estaria no limite
aceitável para a contratação
de empréstimos. O presidente da comissão
de
pecuária de leite da Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),
Rodrigo Alvim, disse que poderia ser negociada uma
alternativa com o Banco
do Brasil, com a eventual transferência do EGF
para um agente capaz de
assumir o financiamento. Alvim informou que amanhã
será realizada uma
reunião na CNA, a partir das 9h, com representantes
estaduais do setor de
leite para harmonizar as informações
sobre a situação da Parmalat.
Sandra Hahn
http://www.estado.com.br
O Estado de São Paulo
Presidente do BC italiano nega negligência no
caso
ROMA - O presidente do Banco da Itália, Antonio
Fazio, negou ontem as
acusações de que tenha desprezado sinais
de problemas na Parmalat antes do
escândalo financeiro que estourou em dezembro.
Fazio admitiu, entretanto,
que a comissão de valores mobiliários
italiana precisa de mais poder para
fiscalizar as empresas.
O presidente do BC italiano defendeu-se perante uma
comissão especial
parlamentar que examina o caso. A oitava maior empresa
da Itália divulgou
informações falsas sobre suas finanças
ao mercado, num golpe contábil que já
chega aos 14,3 bilhões.
Na semana passada, o ministro da Economia, Giulio
Tremonti, disse à mesma
comissão que o Banco da Itália havia
sido alertado pelo próprio ministério
para possíveis problemas na empresa, mas nada
fez. Fazio insistiu que o
escândalo foi "o resultado de repetidos
episódios criminosos na
administração" da Parmalat e lamentou
a "séria falta de checagens internas e
externas" da empresa.
"Rapidamente, fizemos tudo o que tínhamos
de fazer", disse Fazio.
"Precisamos fortalecer o poder da Consob (a comissão
de valores mobiliários
italiana)." E pediu mais vigilância das
autoridades para garantir que
auditores não sejam influenciados pelas companhias
cujas contas estão
avalizando.
Tremonti disse à comissão que escreveu
uma série de cartas para o banco
central manifestando preocupação com
o mercado de títulos corporativos e
citando nominalmente a Parmalat. O ministro afirmou
nunca ter obtido
respostas do BC. (AP)
http://www.camara.gov.br
COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A AVERIGUAR O PROCESSO
RELACIONADO À CRISE DA
PARMALAT.
52ª Legislatura - 3ª Sessão Legislativa
Extraordinária
LOCAL:
Plenário 5, Anexo 2.
HORÁRIO: 16h
PAUTA
DE REUNIÃO ORDINÁRIA
DIA 27/01
A)
Definição do roteiro dos trabalhos;
B) Votação de requerimentos:
A - Requerimentos:
1
- REQUERIMENTO Nº 1/04 - do Sr. Ronaldo Caiado
- que "solicita realização
de Audiência Pública com o Sr. JOSÉ
NOGUEIRA EUPÍDIO, Delegado da Polícia
Federal."
2
- REQUERIMENTO Nº 2/04 - do Sr. Ronaldo Caiado
- que "solicita realização
de Audiência Pública com o Senhor Auditor
da Receita Federal responsável
pelas investigações do Caso Parmalat."
3
- REQUERIMENTO Nº 3/04 - do Sr. Ronaldo Caiado
- que "solicita realização
de Audiência Pública com o Srs. Interventores
nomeados pela Justiça para
co-administrar a Parmalat do Brasil."
4
- REQUERIMENTO Nº 4/04 - do Sr. Ronaldo Caiado
- que "solicita realização
de Audiência Pública com os Sr. CARLOS
MONTERO, ex-Diretor da Parmalat para
o Brasil."
5
- REQUERIMENTO Nº 5/04 - do Sr. Reginaldo Lopes
- que "solicita que sejam
convidados o Presidente da Associação
Brasileira das Indústrias de Queijo,
Sr. SOLON TEIXEIRA JR. para audiência pública
que discutirá o Caso
Parmalat."
6
- REQUERIMENTO Nº 6/04 - do Sr. Reginaldo Lopes
- que "solicita que sejam
convidado o Presidente da Associação
Brasileira de Leite Longa Vida, Sr.
ALMIR JOSÉ MEIRELES para audiência pública
que discutirá crise no setor
leiteiro."
7
- REQUERIMENTO Nº 7/04 - do Sr. Reginaldo Lopes
- que "solicita que sejam
convidados o Presidente do Conselho Nacional das Indústrias
de Lacticínios,
Sr. CARLOS HUMBERTO MENDES CARVALHO para audiência
pública que discutirá o
Caso Parmalat."
8
- REQUERIMENTO Nº 8/04 - do Sr. Reginaldo Lopes
- que "solicita que sejam
convidado o Presidente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na
Agricultura, Sr. MANOEL JOSÉ DOS SANTOS para
audiência pública que discutirá
o Caso Parmalat."
9
- REQUERIMENTO Nº 9/04 - do Sr. Leonardo Vilela
- que "solicita sejam
convidados os Senhores RICARDO GONÇALVES, Presidente
da Parmalat; ROBERTO
RODRIGUES, Ministro da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento - MAPA e os
Presidentes das seguintes entidades: Confederação
da Agricultura e Pecuária
do Brasil - CNA; Organização das Cooperativas
Brasileiras- OCB e
Confederação Brasileira de Cooperativas
de Laticínios - CBCL para prestarem
esclarecimentos mediante esta Comissão Especial
destinada a averiguar o
processo relacionado à crise da Parmalat."
10
- REQUERIMENTO Nº 10/04 - do Sr. Leonardo Vilela
- que "solicita sejam
convidados representantes dos seguintes bancos: Banco
do Brasil; Banco
Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social
- BNDES e um representante
legal do Comitê gestor dos Bancos credores da
Parmalat para prestarem
esclarecimentos sobre os pagamentos em atraso e a
liminar proibindo a
empresa de vender ativos e enviar recursos ao exterior."
11
- REQUERIMENTO Nº 11/04 - do Sr. Enio Tatico
- que "requerer a
realização de Audiência Pública
para serem ouvidos os Srs. RICARDO
GONÇALVES, Presidente da Parmalat no Brasil
e o Sr. HELTON PEREIRA, gerente
industrial da unidade da Parmalat de Santa Helena
de Goiás."
12
- REQUERIMENTO Nº 12/04 - do Sr. Enio Tatico
- que "requer seja
submetida à aprovação desta Comissão
a realização de diligências as
unidades
da Parmalat dos seguintes Cidades Contagem / MG, Santa
Helena / GO e
Carazinho / RS."
13
- REQUERIMENTO Nº 13/04 - do Sr. Leonardo Vilela
- que "solicita seja
realizada audiência pública "in
loco" no auditório da Federação
de
Agricultura do Estado de Goiás - FAEG, convidando
o Presidente da referida
Federação, os Senhores RICARDO GONÇALVES,
Presidente da Parmalat; um
representante do Governo do Estado de Goiás,
Centro-Leite, Sociedade Goiana
de Pecuária e Agricultura - SGPA, Organização
das Cooperativas Brasileiras-
OCB/GO, e representante dos funcionários da
Parmalat de Santa Helena de
Goiás, com a finalidade de coletar informações
sobre a Crise da Parmalat ."
14
- REQUERIMENTO Nº 14/04 - do Sr. Paulo Rubem
Santiago - que "requer
Audiências Públicas e Diligências
da Comissão Especial Crise da Parmalat,
nos Estados relacionados"
15
- REQUERIMENTO Nº 15/04 - do Sr. Paulo Rubem
Santiago - que "solicita
que seja convidado o Sr. VINCENZO PETRONE, Embaixador
da Itália"
16
- REQUERIMENTO Nº 16/04 - do Sr. Paulo Rubem
Santiago - que "requer
criação de Sub-Comissões de membros
integrantes da Comissão Especial - Crise
da Parmalat."
17
- REQUERIMENTO Nº 17/04 - do Sr. Paulo Rubem
Santiago - que "requer uma
reunião conjunta entre os Membros da Comissão
Especial Crise da Parmalat e
os Membros da CPI do Banestado."
18
- REQUERIMENTO Nº 18/04 - do Sr. Paulo Rubem
Santiago - que "solicita
que seja convidada as autoridades relacionadas, para
participar de audiência
pública a ser realizada por esta Comissão"
19
- REQUERIMENTO Nº 19/04 - do Sr. Almir Moura
- que "solicita seja
realizada audiência em Itaperuna-RJ para apurar
"in loco" os efeitos da
crise da Parmalat."
20
- REQUERIMENTO Nº 20/04 - do Sr. Paulo Rubem
Santiago - que "solicita
que seja convidada as autoridades relacionadas, para
participar de audiência
pública a ser realizada por esta Comissão"
21 - REQUERIMENTO Nº 21/04 - do Sr. Waldemir
Moka - que "requer, nos termos
regimentais, que a Comissão Especial se digne
solicitar ao Meritíssimo Juiz
CARLOS HENRIQUE ABRÃO, Titular da 42ª
Vara Cível de São Paulo, por onde
tramita o processo nº 000.04.003601-4, movido
pelo Banco Sumitomo Mitsui
Brasileiro S/A, a inclusão de um representante
da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, um
da Organização das Cooperativas
Brasileiras - OCB, e outro da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na
Agricultura - CONTAG, para serem ouvidos pelo Comitê
de Fiscalização da
Parmalat."