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Federação
denuncia superexploração da Ambev
A Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação
do RS (FTIARS) esteve reunida nesta semana com a direção
da Ambev (Companhia de Bebidas das Américas)
para tratar do acordo coletivo. O presidente da FTIARS,
Darci Pires da Rocha, mostrou-se indignado com a proposta
da empresa, maior fabricante de cerveja do país,
que ofereceu apenas 9% de recomposição
salarial aos seus funcionários, quando a inflação
acumulada no período (1 de outubro de 2002 a
31 de setembro de 2003) chega a 17.51 %. " Não
podemos admitir que a monopolista AmBev, que no mês
passado comprou uma empresa de refrigerantes no Peru
subindo ainda mais suas ações e o seu
mercado internacional, negue-se a pagar dignamente os
seus trabalhadores. Vamos denunciar em todas as instâncias
necessárias e até mesmo para os consumidores
a política de superexploração dos
trabalhadores, afirma Rocha.
SDE instaura processo e adota medida preventiva
contra Ambev
Brasília, 24/7/2003
(MJ) – Três anos depois de aprovada a fusão
entre Brahma e Antarctica, que resultou na criação
da Ambev, há indícios de que a empresa
estaria descumprindo o Termo de Compromisso de Desempenho,
firmado com o CADE como condição para
que a operação fosse aprovada.
Nesta quinta-feira, a Secretaria de Direito Econômico
instaurou processo administrativo e determinou a adoção
de medida preventiva contra a Ambev, acusada por cinco
cervejarias paulistas da rede Braumeister de estar exigindo
o cumprimento da cláusula de exclusividade firmada
entre as cervejarias e a Brahma, mesmo após a
assinatura do Termo de Compromisso de Desempenho com
o CADE.
De acordo com o Termo, a Ambev ficava proibida de impor
cláusulas de exclusividade a pontos de venda,
exceto quando fosse de interesse do ponto de venda,
em eventos promocionais de curta-duração
ou quando os investimentos feitos pela Ambev tivessem
participação preponderante nos ativos
dos pontos de venda.
Segundo as cervejarias Braumeister, o preço do
chope teria subido 96%, entre 14 de outubro de 1999
e 31 de dezembro de 2002. Diante dos aumentos, as empresas
decidiram então suspender a compra dos produtos
da Ambev e produzir chope próprio. A Ambev teria
mandado recolher os equipamentos de tiragem de chope
e iniciado diversas ações judiciais contra
as cervejarias Braumeister para fazer valer as cláusulas
de exclusividade assinadas com a Brahma antes da fusão.
Medida preventiva adotada pela SDE pede a suspensão
das cláusulas de exclusividade firmadas entre
a Brahma e as cervejarias Braumeister e estabelece que
sejam restituídos no prazo de quinze dias todos
os equipamentos retirados pela Ambev dos pontos de venda.
O descumprimento da medida pode implicar em multa diária
de valor equivalente a 50 mil UFIRs.
A medida preventiva foi adotada a partir da instauração
de processo administrativo para apurar as denúncias
encaminhadas pelas cervejarias Braumeister. A SDE, responsável
por monitorar o cumprimento do Compromisso de Desempenho,
notificou o CADE a respeito da instauração
do processo e da adoção da medida preventiva,
já que a denúncia levantada contra a Ambev
pode implicar o descumprimento do compromisso firmado
com o CADE.
http://www.mj.gov.br/noticias/2003/julho/RLS240703-ambev.htm
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