Sindicato
comemora
90
anos
O
Sindicato
dos
Trabalhadores
na
Indústria
da
Panificação
de
Porto
Alegre
esteve
em
festa
nessa
sexta-feira.
No
dia
três
de
agosto
a
entidade
completou
90
anos.
As
festividades
foram
no
dia
oito.
Pela
manhã
aconteceu
o
primeiro
de
uma
série
de
seminários
sobre
saúde,
realizados
pela
FTIARS.
Foram
discutidos
temas
como
meio
ambiente,
recursos
hídricos,
LER
e
sofrimento
mental
relacionado
ao
trabalho.
Os
palestrantes
foram
o
secretário
da
saúde
da
FTIARS,
Sebastião
Nunes
Pinto,
as
médicas
do
trabalho
Virgínia
Dapper
e
Luciana
Nussbaumer,
a
assistente
social
Ana
Luiza
de
Miranda
e
o
otorrinolaringologista
Raul
Nielsen
Ibañez.
Na
parte
da
tarde
os
trabalhadores,
que
lotaram
a
sede
do
sindicato,
tiveram
a
oportunidade
de
ouvir
deputados
e
dirigentes
sindicais,
que
falaram
sobre
temas
bastante
polêmicos
como
a
reforma
da
previdência
e
outras
que
vem
por
aí:
a
sindical
e
a
trabalhista,
por
exemplo.
Os
trabalhos
começaram
com
o
presidente
do
sindicato
aniversariante.
Valdir
Canibal
ressaltou
a
importância
da
entidade
para
o
movimento
sindical
do
Estado
e
do
País,
uma
vez
que
o
sindicato
é
um
dos
mais
antigos
no
Brasil.
Em
seguida
Sebastião
Pinto,
que
também
é
da
diretoria
da
entidade,
contou
um
pouco
da
história
do
"Sindicato
da
Panificação",
como
era
conhecido.
A
entidade
começou
suas
atividades
no
ano
de
1890.
A
partir
de
1905
já
se
observava
a
organização
entre
os
trabalhadores
com
a
criação
da
Sociedade
de
Resistência
Padeiral.
O
sindicato
tornou-se
mesmo
uma
instituição
organizada
a
partir
de
1913.
O
primeiro
convidado
a
falar
foi
o
presidente
da
federação
dos
metalúrgicos.
Milton
Viário
lembrou
das
dificuldades
que
uma
entidade
enfrenta
para
sobreviver
a
tantas
crises.
Ele
disse
que
o
momento
vivido
pelo
país
é
impar,
difícil
e
complicado.
"Nossas
maiores
conquistas
vieram
com
a
constituição
de
1988.
Depois
disso
só
tivemos
perdas
com
a
implantação
do
estado
mínimo
e
do
neoliberalismo".
Viário
concluiu
dizendo
que,
por
outro
lado,
a
possibilidade
de
fazer
a
mudança
é
agora,
com
o
governo
Lula.
O
presidente
estadual
da
CUT
ressaltou
que
as
conquistas
com
a
constituição
de
1988
só
foram
conseguidas
com
a
luta
dos
trabalhadores.
Quintino
Severo
também
comentou
as
próximas
reformas
do
governo
Lula
e
disse
que
primeiro
questões
prejudiciais
aos
trabalhadores
precisam
ser
retiradas
para
que
elas
aconteçam.
"Precisamos
resolver
problemas
como
banco
de
horas,
o
contrato
temporário",
disse.
Na
opinião
de
Severo
as
reformas
sindical
e
trabalhista
precisam
resolver
questões
como
a
terceirização,
por
exemplo.
"Isso
está
destruindo
as
categorias",
comentou.
O
presidente
da
CUT
defendeu
mais
uma
vez
a
redução
da
jornada
de
trabalho
para
a
retomada
do
crescimento
e
ampliação
do
número
de
empregos.
Daniel
Sebastiani,
dirigente
do
PCB,
comentou
que
a
conjuntura
global
não
é
boa.
Falou
que
isso
se
deve
principalmente
ao
fato
de
um
país
se
achar
dono
do
mundo,
referindo-se
aos
Estados
Unidos.
Sebastiani
destacou
os
pontos
positivos
do
governo
Lula.
Disse
que
há
avanços
visíveis
comentando
o
fato
de
o
presidente
não
apoiar
a
guerra
contra
o
Iraque,
posicionar-se
contra
o
bloqueio
a
Cuba
e
não
aceitar
que
os
EUA
façam
uma
base
militar
no
território
brasileiro,
em
Alcântara.
Sebastiani
também
entende
que
se
o
governo
federal
não
está
contentando
a
todos
os
trabalhadores,
isso
tem
um
motivo:
"O
governo
Lula
não
é
só
dos
trabalhadores",
disse.
Em
nome
da
FTIARS
falou
o
presidente
Darci
Pires
da
Rocha.
Ele
lembrou
da
luta
dos
que
começaram
com
o
sindicato,
há
quase
cem
anos.
Em
relação
às
futuras
reformas
comentou
a
importância
de
a
sindical
ser
muito
bem
discutida
pelos
trabalhadores.
"Nessa
reforma
pode
haver
a
divisão
dos
próprios
companheiros",
afirmou.
Rocha
ressaltou
que
a
reforma
precisa
avançar
daquilo
que
já
foi
construído.
"Não
dá