Seminário
da
FTIARS
debate
reformas
do
governo
A
FTIARS
realizou,
nos
dias
24
e
25
de
julho
um
seminário
interno
para
debater
reformas
do
governo
federal.
O
objetivo
foi
qualificar
o
debate
interno
da
federação
com
relação
às
reformas
trabalhista
e
a
sindical.
Na
manhã
de
sexta-feira
o
seminário
teve
a
presença
do
deputado
federal,
Tarcísio
Zimmermann.
No
entendimento
do
deputado,
o
momento
não
é
favorável
aos
trabalhadores
na
atual
proposta
da
reforma
trabalhista.
Ele
disse
que
há
muitos
pontos
tratando
da
retirada
de
direitos
e
que
isso
não
é
bom
para
o
trabalhador.
O
deputado
ressatou,
no
entanto,
que
as
discussões
devem
continuar.
Ele
disse
que
se
a
atual
reforma
não
é
boa,
que
sejam
então
apresentadas
outras
propostas,
outros
eixos
como
locais
de
trabalho
saudáveis,
a
redução
de
jornada
de
trabalho
e
até
mesmo
uma
maneira
de
democratizar
a
estrutura
sindical.
Zimmermann
falou
que
acredita
neste
governo
federal
e
pensa
que
os
trabalhadores
também
devem
fazer
isso.
Na
quinta-feira
(24)
esteve
presente
no
seminário
a
delegada
regional
do
trabalho,
Neuza
Azevedo.
Na
parte
da
tarde
prosseguiram
os
debates.
Os
trabalhadores
mostraram
que
há
pontos
geradores
de
um
debate
mais
profundo,
mas
o
consenso
parece
grande
quando
se
comenta
uma
maneira
de
fortalecer
a
classe
trabalhadora.
Em
relação
à
reforma
sindical
o
supervisor
técnico
do
Departamento
Intersindical
de
Estatísticas
Socioeconômicas
(Dieese),
Ricardo
Franzói,
comentou
que,
dependendo
da
lei
a
ser
aprovada,
existirão
mais
ou
menos
sindicatos.
"Eu
acho
melhor
menos
sindicatos",
disse.
Ele
também
ressaltou
a
importância
do
momento.
Franzói
lembrou
que
é
agora
a
hora
para
discutir
o
movimento
sindical.
O
presidente
da
FTIARS,
Darci
Pires
da
Rocha,
reafirmou
sua
posição
favorável
à
unicidade
sindical,
à
liberdade
de
ação
sindical,
ao
fim
dos
contratos
temporários,
à
extinção
do
banco
de
horas
e
a
favor
também
da
redução
da
jornada
de
trabalho.
Darci
Rocha
criticou
uma
das
propostas
levantadas
durante
os
debates
sobre
a
possibilidade
de
os
trabalhadores
se
organizarem
de
modo
que
vários
sindicatos
possam
existir
em
uma
mesma
empresa.
"A
patronal
pode
muito
bem
manipular
os
sindicatos
para
dar
maior
representatividade
a
quem
ela
quiser",
explicou.
O
presidente
do
sindicato
de
Santo
Ângelo
e
Região,
Luis
Mosquer,
fez
um
comentário
a
respeito
do
direito
de
greve.
"Sou
favorável
que
descontem
os
dias
parados,
em
compensação,
que
haja
estabilidade
no
trabalho",
comentou.
Ele
também
disse
não
ser
a
favor
da
pluralidade
sindical.
Na
opinião
dele,
isso
traria
o
fim
do
movimento.
Quanto
à
reforma
trabalhista
o
advogado
Osório
Galho
comentou
que
ela
vem
para
reduzir
direitos
e
isso
não
pode
acontecer
porque
significa
mais
prejuízos
para
os
trabalhadores.
Ele
também
destacou
a
maneira
como
o
governo
federal
vem
conduzindo
a
reforma.
"Tem
sua
proposta
e
vem
patrolando
com
ela".
disse.
Luiz
Araújo,
da
direção
da
FTIARS
disse
que
a
reforma
trabalhista
precisa
trazer
mais
benefícios
aos
trabalhadores
como
garantia
contra
despedidas
arbitrárias
e
remuneração
mínima.
Ele
também
defendeu
que
a
legislação
trabalhista
trate
apenas
dos
direitos
dos
trabalhadores.
O
seminários
sobre
as
reformas
trabalhista
e
sindical
acabou
na
tarde
de
sexta-feira
(25)
com
os
encaminhamentos
internos
do
evento.
Fotos