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DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER
As mulheres brasileiras vão comemorar
duplamente o dia 8 de março - Dia Internacional
da Mulher. Nesse dia, será a abertura oficial
do Ano da Mulher o Brasil, instituído por meio
da Lei 10.745 de 9 de outubro de 2003, aprovada pelo
Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Pela nova lei, o poder
público deverá divulgar o Ano da Mulher
através da realização de atividades
que busquem estabelecer condições para
a inserção plena da mulher na sociedade.
O ano da mulher brasileira será aberto pelo Presidente
Lula numa reunião de trabalho hoje para a apresentação
do Pacto Nacional pela redução da mortalidade
materna e neonatal. Ainda este ano, como parte das comemorações,
será realizada a I Conferência Nacional
de Políticas para as mulheres, marcada para o
mês de julho em Brasília, quando serão
elaboradas as diretrizes do Plano Nacional de Política
para as Mulheres.
MULHERES NO BRASIL
Segundo
o censo do IBGE de 2000, do total de 169,7 milhões
de brasileiros, 86,2 milhões são mulheres
e têm a idade média de 25 anos. Assim,
as mulheres que correspondem a pouco mais da metade
da população brasileira, constituem cerca
de 42% do mercado de trabalho e são responsáveis
pelo sustento de aproximadamente 1/3 das famílias
no Brasil. Os dados do IBGE revelam ainda que o rendimento
médio dos homens é de 3,2 salários
mínimos enquanto o das mulheres fica em 1,4 salários
mínimos.Com base nesses números, o governo
tem orientado as políticas de transferência
de renda centradas nas mulheres. Assim, os cartões
do programa Bolsa Família são destinados
às mulheres. Em 2004, o programa vai distribuir
R$ 5 bilhões para o atendimento das necessidades
básicas da população carente, com
o compromisso de manutenção das crianças
na escola.No serviço público federal,
do total de 457 mil servidores ativos, 208 mil são
mulheres, com idade média de 45 anos. Do total
de 17.623 cargos de DAS - Direção de Assessoramento
Superior, as mulheres ocupam 43% das funções
gerenciais no serviço público.
A ORIGEM DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
As
mulheres têm o que comemorar no Brasil e no mundo
desde o início de uma longa caminhada rumo aos
direitos civis, desde a instituição do
direito do voto conquistado em 1920 nos EUA até
os direitos trabalhistas e maior espaço na sociedade.
O 8 de março é uma homenagem às
operárias de uma fábrica de têxteis
na Nova York (EUA) de 1857 que entraram em greve para
reivindicar a redução do horário
de trabalho de 16 horas diárias para 10 horas.
Essas operárias, que recebiam menos de um terço
do salário dos homens, foram trancadas no prédio
em chamas e cerca de 140 mulheres morreram queimadas.
Com essa tragédia, tiveram início as legislações
de proteção à saúde e à
vida das operárias que começou nos EUA
e se espalhou pelo mundo. Todo um ciclo de lutas numa
era de grandes transformações sociais
até as primeiras décadas do século
XX tornaram o dia internacional da mulher o símbolo
da participação ativa das mulheres. O
que se pretende com a celebração da um
dia internacional da mulher é chamar a atenção
da sociedade mundial para o papel e a dignidade da mulher
que ainda sofre preconceitos e limitações
em várias partes do mundo. As mulheres constituem
a maioria da população situada no limiar
da sobrevivência. Em boa parte da África
e Ásia, representam três quartos da população
analfabeta. Em média, o salário é
cerca de 40% inferior ao dos homens por idêntico
trabalho. Por todo o lado, é grave o problema
da violência contra as mulheres, em especial no
seio da família. Segundo a Anistia Internacional,
cerca de dois milhões de mulheres são
anualmente submetidas a mutilação genital
ainda na infância.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Uma
em cada 5 mulheres brasileiras já sofreram algum
tipo de violência sendo 16% violência física,
2% violência psíquica e 1% assédio
sexual. Espancamento com cortes, marcas e fraturas já
ocorreram a 11% das mulheres, mesma taxa de ocorrência
de relações sexuais forçadas (o
estupro conjugal não é previsto na legislação
penal brasileira). 66% das vítimas de agressões
na família são mulheres e quase sempre
o homem é o agressor, muito freqüentemente
o marido. Algumas iniciativas como as delegacias de
mulheres têm contribuído para denunciar
esta situação, mas não há
estatísticas completas da violência contra
a mulher no Brasil que não denunciam por medo.
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