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Três povos unidos dizem não à ALCA

A 7ª Marcha dos Sem reuniu cerca de 8 mil pessoas no município de Uruguaiana, fronteira com a Argentina. O dia nublado com fina chuva não baixou o clima do movimento, que este ano teve caráter internacional com a participação de trabalhadores argentinos e uruguaios.

Os manifestantes se reuniram, inicialmente, no largo da viação férrea. Logo após, deslocaram-se até a Ponte Internacional Getúlio Vargas onde continuaram com os protestos contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), o FMI e o desemprego, problemas comuns aos três países participantes. O evento foi organizado pela CUT-RS, Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) e Plenária Intersindical de Trabalhadores/Confederação Nacional de Trabalhadores do Uruguai (PIT-CNT). A FTIARS esteve presente na Marcha.

"Encontrei-me com trabalhadores da alimentação de diferentes partes do Estado" disse o vice-presidente da FTIARS, Marco Antônio Figueira. "O pessoal compreendeu a importância do ato e participou". O encontro entre os trabalhadores das três nações foi em cima da ponte que separa o Brasil da Argentina.

No final da manifestação foi lida a Carta de Uruguaiana, firmada pelas entidades organizadoras. O documento denuncia a recolonização do hemisfério Sul pela ALCA, aponta o comprometimento dos governos com a estratégia neoliberal, alerta para a necessidade de uma integração autêntica e reafirma a unidade e organização trabalhadora latino-americana.

 

 
 
 
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