Direito
do
Trabalho
-
83
anos
de
história
Quando
começou
o
desenvolvimento
industrial
a
partir
da
década
de
20,
as
populações
do
campo
começaram
a
se
deslocar
para
as
cidades
criando
classes
sociais.
Ao
lado
desta
intensa
mobilidade
social
registrada
neste
período
ouve
a
expansão
e
fortalecimento
de
uma
nova
classe
operária
e
das
classes
médias.
Também
desenvolveu-se
um
processo
de
concentração
de
renda,
de
multiplicação
do
sub-emprego,
da
metropolização
da
pobreza
e
de
ampliação
das
desigualdades
regionais.
O
que
se
verifica
até
os
dias
de
hoje.
E,
no
decorrer
das
décadas,
a
emergência
de
uma
sociedade
que
se
tornou
crescentemente
complexa,
forçando
a
ampliação
e
a
garantia
de
direitos.
Inspirada
na
carta
de
“Del
Lavoro”
(carta
do
trabalho),
forjada
pelo
movimento
fascista
que
tomou
conta
da
Itália,
se
desenvolveu
no
Brasil
a
idéia
de
regulamentação
dos
direitos
trabalhistas,
como
uma
forma
de
amenizar
as
disputas
entre
capital
e
trabalho
desenvolvidos
nas
portas
de
fábricas.
É
importante
registrar
que,
até
1930,
o
contrato
de
trabalho
era
regido
pelas
normas
do
Código
Civil,
mas,
à
medida
que
aumentou
a
complexidade
das
leis
sociais
e
trabalhistas,
maior
se
tornou
a
necessidade
destas
leis
terem
suas
interpretações
confiadas
a
magistrados
especializados.
Na
Constituição
de
1934
foi
criada
a
Justiça
do
Trabalho
e
em
1º
de
maio
de
1943
a
C.L.T
que
unificou
em
um
único
texto
as
Legislações
esparsas
existentes
na
época.
Garantindo
a
universalização
dos
direitos
trabalhistas,
com
exceção
dos
trabalhadores
rurais
e
domésticas
que
só
vieram
a
ter
regulamentado
seus
direitos
na
constituição
de
1988,
ou
seja,
45
anos
depois.
No
período
do
golpe
militar
a
partir
de
1964,
houve
um
excesso
de
regulamentação
das
normas,
prejudicando
os
trabalhadores
em
prol
do
discurso
do
desenvolvimento
“fazer
crescer
o
bolo
para
depois
dividí-lo”.
A
partir
de
1980,
reiniciaram
as
disputas
pela
melhoria
da
qualidade
de
vida
dos
trabalhadores
com
as
Greves
do
ABC
Paulista,
o
que
culminou
na
criação
da
CUT
em
1983
e
com
o
fim
do
regime
militar
em
1985,
eleições
diretas
e
a
Constituinte
de
1988,
que
deu
origem
a
nossa
carta
cidadã.
Por:
Luis
Carlos
Mousquer,
presidente
do
Sindidato
dos
trabalhadores
nas
Industrias
da
Alimentação
de
Santo
Ângelo.