Fausto
apóia
redução
da
jornada
O
presidente
do
Tribunal
Superior
do
Trabalho
(TST),
ministro
Francisco
Fausto,
afirmou
ontem
que
apóia
integralmente
a
proposta
de
redução
da
jornada
semanal,
de
44
horas
para
40
horas,
em
discussão
no
Fórum
Nacional
do
Trabalho.
'Sou
absolutamente
favorável
à
redução
da
jornada
e
avalio
que
ela
implicará
a
ampliação
do
mercado
de
trabalho
no
país',
afirmou.
Segundo
ele,
a
medida
deve
ser
adotada
sem
redução
salarial.
'Já
se
registra
hoje
uma
queda
de
8%
da
massa
salarial
do
país,
o
que
é
alarmante,
e
reduzir
ainda
mais
os
salários
seria
inadmissível.'
Para
Fausto,
a
compensação
às
empresas,
por
conta
da
redução
de
horas
trabalhadas,
deveria
ser
feita
pela
via
fiscal.
O
ministro
lembrou
que,
na
França,
a
redução
da
jornada
de
trabalho
causou
polêmica,
pois
não
gerou
o
correspondente
aumento
do
nível
de
emprego.
'No
Brasil,
não
creio
que
isso
vá
ocorrer',
observou.
'Teremos
condições
de
gerar
novos
empregos
com
a
redução
da
jornada
e,
sobretudo,
com
algumas
medidas
paralelas,
como
a
proibição
de
horas
extras
exageradas.
Até
porque,
se
se
reduz
a
jornada
de
trabalho
e
se
paga
horas
extras
aos
empregados,
isso
pode
destruir
a
intenção
do
governo
de
ampliar
o
emprego.'
Para
o
presidente
do
TST,
a
preocupação
do
setor
empresarial,
de
que
a
redução
gere
alta
de
preços,
pode
ser
contornada
com
um
sistema
de
compensação
tributária.
FONTE:
Correio
do
Povo
-
Porto
Alegre,
terça-feira,
16
de
setembro
de
2003