Movimentos
protestam
contra
Fundopem
A
bancada
do
Partido
dos
Trabalhadores
mais
movimentos
populares,
entre
esses
a
Federação
da
Alimentação
(FTIARS)
realizaram
nessa
terça-feira
(30/09)
um
ato
de
protesto
na
Comissão
de
Constituição
e
Justiça
da
Assembléia
Legislativa
(AL).
A
manifestação
foi
pelo
fim
da
política
de
concessão
fiscal
do
governo
do
PMDB.
A
bancada
do
PT
informou
que
os
benefícios
estão
sendo
aprovados
apressadamente
sem
respeitar
critérios
técnicos
e
até
sem
considerar
a
legislação.
A
bancada
ainda
esclareceu
que
três
grandes
empresas
vão
receber
70%
dos
incentivos
sem
criar
nenhum
posto
de
trabalho.
Os
benefícios
aprovados
no
dia
19
de
setembro,
pelo
conselho
responsável,
chegam
a
RS
2
bilhões.
Metade
disso
pode
se
tornar
mera
doação
de
recursos
aos
beneficiados.
O
deputado
Ivar
Pavan
destacou
ainda
que
quase
90%
dos
recursos
irão
para
os
lugares
mais
desenvolvidos
do
Estado
e
"sem
a
exigência
de
uma
contrapartida
por
parte
das
empresas
beneficiadas".
O
presidente
da
CUT
ressaltou,
por
outro
lado,
que
faltam
políticas
sociais
para
os
que
precisam.
Quintino
Severo
disse
que
a
central
vai
fazer
uma
nota
repudiando
as
ações
do
executivo
gaúcho.
Uma
das
empresas
beneficiadas
pelos
benefícios
do
governo
gaúcho
será
a
Gerdau,
que
deverá
receber
R$
381
milhões,
conforme
esclarece
informativo
do
partido
dos
trabalhadores.
O
presidente
da
Federação
dos
Metalúrgicos
lembrou
que
a
mesma
empresa
recebeu
dinheiro
público
em
1996
e
mesmo
asssim
demitiu
mais
de
mil
trabalhadores.
Naquela
vez
a
empresa
usou
o
dinheiro
para
se
modernizar,
o
que
pode
se
repetir
novamente.
"A
modernização
poderá
trazer
a
demissão
de
outros
750
trabalhadores",
disse
Viário.
O
deputado
petista
Flávio
Koutzii
ressaltou
que
"está
escrito
zero"
na
parte
de
geração
de
empregos
no
projeto
encaminhado
pela
Gerdau
para
receber
benefícios.
O
deputado
Heitor
Schuch
disse
"que
caiu
a
máscara"
do
executivo
gaúcho,
lembrando
que
os
ricos
estão
sendo
beneficiados.
Marco
Antônio
Figueira,
da
FTIARS,
criticou
o
fato
de
o
governo
gaúcho
aprovar
incentivo
desconsiderando
a
orientação
do
Grupo
de
Análise
Técnica
(Gate),
que
deu
parecer
contrário
ao
projeto
da
cervejaria
Rio
Grandense.
O
deputado
Elvino
Bohn
Gass
acrescentou
que
a
Guerra
Fiscal
traz
prejuízos
para
a
agricultura.
Ele
citou
o
exemplo
de
que
o
setor
gaúcho
de
carnes
está
se
deslocando
par
ao
Centro
Oeste
do
país
em
virtude
dos
benefícios
que
lá
recebe.
O
deputado
Raul
Pont
disse
que
o
governador
Rigotto
está
concedendo
incentivos
para
aqueles
que
o
elegeram.
O
presidente
da
FTIARS,
Darci
Pires
da
Rocha,
disse
que
mais
uma
vez
se
repete
a
história.
Na
época
do
governo
Collares
trabalhadores
deveriam
receber
ações
de
empresas
beneficiadas,
o
que
não
aconteceu
até
hoje.
Quando
do
governo
Britto
incentivos
foram
dados
sem
a
exigência
de
uma
contrapartida
por
parte
dos
beneficiados.
Darci
Rocha
lembrou
que
muitas
empresas
utilizaram
os
recursos
para
subsidiar
produtos
e
concorrer
de
maneira
desleal
no
mercado.
O
informativo
da
bancada
do
PT,
explicando
onde
o
governo
do
PMDB
está
aplicando
dinheiro
público,
chama
a
atenção
para
um
fato
importante:
descreve
que
o
governo
gaúcho,
através
de
um
decreto,
criou
o
Rito
Sumário
para
aprovar
os
pedidos
de
benefícios.
Através
desse
mecanismo
o
governador
conseguiu
conceder,
reformular
ou
prorrogar
incentivos
com
base
em
um
relatório
simples,
sem
a
necessidade
de
uma
análise
técnica
do
projeto.
Com
R$
1
bilhão
que
deve
ficar
como
doação
para
empresas
daria
para
escolher
uma
destas
alternativas:
·
Construir
38.477
salas
de
aula;
·
Construir
76.923
casas
populares;
·
Incentivar
30
mil
agroindústrias
com
mais
de
R$
33
mil,
cada;
·
Assentar
20
mil
famílias
gerando
80
mil
empregos;
·
Completar
o
efetivo
de
segurança,
contratando
5
mil
policiais
civis
e
10
mil
brigadianos.

