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1º de Maio

O Rio Grande do Sul
será Internacional

Organizado pela Coordenadoria das Centrais Sindicais do Cone Sul - CCSCS -, o 1º de maio de 2004 será realizado na fronteira formada pelos municípios de Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai). As centrais sindicais envolvidas na atividade estimam o público em dez mil pessoas.
As regionais da CUT-RS deverão providenciar ônibus para o deslocamento até Livramento. A central vai subsidiar parte da viagem. As regionais deverão organizar plenárias para discutir a preparação do 1º de Maio e entar em contato com a CUT-RS para que integrantes da direção executiva possam acompanhar os debates.
Com o slogan Integração com: Soberania, Emprego e Direitos Sociais, somado ao Não à Alca, a atividade será marcada pela realização de shows culturais e o ato político.
Para o momento cultural estão previstas apresentações de grupos musicais da região de Livramento e Rivera, do cantor nativita Leonardo e Grupo Chiripás e um show com um nome de expressão nacional. Esse nome ainda não está confirmado. Já a atividade política, além das falas das centrais que integram a CCSCS, está prevista a presença do presidente nacional da CUT, Luiz Marinho.

A História do Dia do Trabalhador

No começo do século XIX, os Estados Unidos estavam em desenvolvimento industrial. Isso causava a exploração dos operários, que cumpriam jornadas diárias de até 16 horas de trabalho.

Pedreiros, carpinteiros e vidraceiros da Filadélfia fizeram a primeira greve no país, em 1827. Em 1881, foi fundada a Federação Americana do Trabalho. No 1º dia de maio de 1886, os operários de Chicago decretaram greve geral e fizeram uma grande manifestação exigindo REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO para OITO horas. A polícia reprimiu violentamente as concentrações de operários nas portas das fábricas nos dias que se seguiram. Muitos protestos contra a repressão violenta começaram a acontecer, mas no dia quatro de maio os soldados abriram fogo contra a multidão, matando centenas de pessoas de todas as idades. Esse episódio ficou conhecido como o Massacre de Haymarket, por ter acontecido na praça com esse nome.

Os líderes do movimento de trabalhadores foram presos e alguns deles responsabilizados pelas mortes ocorridas. Em outubro do mesmo ano, um julgamento com provas forjadas e com júri composto por pessoas contrárias aos acusados, condenou à forca os operários August Spies, Albert Patsons, Adolph Fisher, George Engel e Luís Lingg; Samuel Fielden e Miguel Schwab, à prisão perpétua e Oscar Neebe, a 15 anos de prisão. Lingg se matou na prisão antes da data da execução, ocorrida em 11 de novembro de 1886.

Em 1889, em um congresso internacional de trabalhadores em Paris, foi decidido que no dia 1º de maio de cada ano os operários deveriam organizar manifestações em solidariedade aos condenados, que ficaram conhecidos como os Mártires de Chicago.

Os mártires de Chicago

 
 
 
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